I refuse to be your “sometimes”
100 things I wish I could tell you (via maisjetaime)
Não vou mentir, ainda penso muito em ti, só que agora muita coisa mudou. Eu já não lamento por ter acabado, já não sinto vontade de ouvir sua voz e nem de estar contigo o tempo todo. Não vou mentir e dizer que não olhei suas redes-sociais algumas vezes pra saber se tu já tinha colocado outra pessoa em meu lugar, eu olhei mesmo. Mas isso não era sentimento algum, era apenas curiosidade. Coisa que eu sempre tive. E não só em relação a ti. Tá bom que quando era sobre ti a curiosidade aumentava, mas essa fase já passou. E eu sei que não vai voltar. Digo, nem a fase, e nem tu. Pra falar a verdade, nem a minha vontade de te ver voltando voltará, e nem nada do que eu sentia vai ter volta. Tu matou aos poucos todas as coisas boas que eu já senti por ti e por qualquer outro alguém. Meu coração estava machucado, e tu curou ele. Curou pra depois quebrar cada pedacinho de volta. E sei lá, eu já colei tudo. Ainda tá inteiro. O problema é que ele nunca mais será o mesmo. Ele ficou um pouco frio, talvez até feio todo remendado. É triste. Por que foi tu quem cuidou dele, e foi tu também que o feriu do pior jeito possível. Doeu muito quando você foi embora. Quer dizer, aquele vai e volta o tempo todo machucava demais. Eu chorava todas as noites te esperando, e quando eu cansava de chorar e esperar, eu corria atrás. Então sob muita pressão tu voltava, mas nunca voltou por vontade própria. E esse foi meu erro. Ter vontade por ti, ama por nós dois. Aposto que tu não sabe, mas todas as noites antes de dormir, em meio a lagrimas, eu pedia que Deus cuidasse de ti por mim. Eu pedia que ele me ajudasse encontrar o caminho certo e implorava pra que tu fizesse parte desse caminho. Eu aposto que tu não sabe, mas doeu muito todas as vezes em que você me deixou pra ir em uma festa, ou pra fazer qualquer outra coisa que não fosse estar comigo. Doía muito quando tu ia embora pra depois voltar como se nada tivesse acontecido. Mas sabe o que mais doeu? Quando tu foi embora de verdade, pra nunca mais voltar. Tu não voltou até hoje e sei que não vai voltar amanhã, ou mês que vem. Ou quem sabe nos próximos anos. Eu não quero que tu volte. Eu não te quero. Não vou mentir, tô escrevendo pra ti depois de muito tempo. O lugar mais bonito no meu coração já não é dedicado a ti. Tu ficou em um cantinho cheio de lembranças, se esvaecendo aos poucos. Tu já teve grande importância, mas hoje, a única coisa importante de ti são as coisas que aprendi contigo. Tu foi a melhor escola pra mim. Tu me mostrou os altos e baixos de uma vida inteira. Tu me fez bem e depois pra me ensinar, me fez mal. Quer dizer, talvez não tenha sido pra ensinar. Mas foi assim que eu aprendi, dá pior maneira possível. O que eu sinto por ti? Posso dizer honestamente: n-a-d-a. O som da sua voz? Bom, foi ele que me fez escrever hoje, eu me peguei tentando lembrar da sua voz, e quer saber? Eu não lembrei. É ainda mais triste. Eu nunca menti quando disse que sua voz era o meu som preferido no mundo inteiro. As lembranças vão sempre existir, eu sei. Mas com o tempo elas vão se ofuscando, já não te fazem mal e nem bem algum. Já não causam nada. É insignificante igual o que eu sinto por ti agora. Eu já não te odeio por não me amar. E também não te amo por ser quem é. Tô escrevendo pra ti e isso me contradiz em muita coisa. Mas o que eu sinto só eu sei, e escrever sempre vai ser meu jeito de desabafar. Não vou mentir, ainda lembro do teu sorriso largo, e daquelas covinhas na sua bochecha. Só que hoje o teu sorriso já não me faz sorrir, apesar de ainda ser um sorriso encantador. Que agora encanta qualquer um, só não me encanta mais. Já não causa nada. Não vou mentir, eu senti tua falta e desejei que sua vida fosse triste longe da minha, só pra que voltasse. Mas hoje, eu vejo o quanto isso foi idiota e só desejo que seja feliz. Assim como eu desejo pra qualquer desconhecido.
Bem que a Tati Bernardi falou, o fim do amor é ainda mais triste que o nosso fim. - Vestígiar.  (via vestigiar)